quarta-feira, 10 de junho de 2026

 As grandes navegações 

No final da idade média, surgem as especiarias que vem das Indias, ou seja, pimenta, o gengibre, a canela, o cravo, a noz-moscada, o açafrão e as ervas aromáticas, todos queriam para temperar, aromatizar, conservar e colorir alimentos. Mas, naada dava para passar pelo Mar mediterrâneo por causa dos árabes, os mulçumanos. Logo, teriam que achar um outro caminho para chegar até as Indias.



 Portugal vai ser o primeiro país da Europa para iniciar as grandes navegações em direção as Indias. Por quê? Portugal tinha um rei que interessado em conquistas marítimas e muitos financiadores para bancar as viagens. A primeira conquista de Portugal no caminho das índias foi Ceuta (1415), que ficava no norte da África.

Algo interessante que nas grandes navegações é que precisava ter conhecimento Naútico. Nesse tempo usava o astrolábio, bussola, mapas, quadrante e a caravela.  Afinal de contas, estavam navegando em mar aberto, pouco se sabia sobre o Oceano Atlântico.


Havia um monte de mitologias, por exemplo, digamos. Por exemplo falavam que navegando pelo mar aberto podia chegar no fim do mundo, cair num grande abismo que iria engolir o navio. Também monstros marinhos, imensos, com sete cabeças, horríveis.  Mas na travessia do Oceano muitos marinheiros perderam suas vidas.

 

Mas, apesar do medo, os portugueses foram descendo mais até chegar no Cabo do Bojador, em 1434.

 Mas os espanhóis lançaram uma ofensiva pelo mar através de Cristovão Colombo, genovês. Enquanto todos achavam que a terra era plana, ele acreditava que a Terra é redonda e que, navegando-se rumo ao oeste, era possível alcançar-se o Oriente.  Colombo organizou três embarcações para sua expedição: Pinta, Nina e Santa Maria. Saíram dia 03 de agosto de 1492 e chegou na América central dia 12 de agosto de 1492, mas não era as Indias, mas sim nas Antilhas. 

O poeta português Fernando Pessoa descreveu essas perdas em seu poema: “Oh mar salgado”

“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu”.

 

 

 

 

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