quinta-feira, 30 de setembro de 2021

 REVOLUÇÃO RUSSA 1917

O que a palavra Rússia traz a sua cabeça? VERMELHO? VODKA? CATEDRAL DE São Petersburgo? Lenin, Stalin, Trostki?  Dostoiévski? Leon Tolstói


Bom, meus caros alunos, tudo isso e muito mais. Em 1789 tivemos a Revolução Francesa que tinha o seguinte lema: igualdade, fraternidade e liberdade, ou "egalité", "fraternité" e "liberté", uma revolução burguesa. Em 1799, Napoleão assumiu o poder na França, torna-se "cônsul", depois em 1805, Imperador Absoluto da França. Nesse tempo Napoleão conquistou quase todo o continente europeu, menos a Inglaterra e a Rússia. Então, em 1812, Napoleão, invadiu a Russia com 600.000 homens. Mas, o "general inverno" matou mais de 400.000 homens e o Czar, Alexandre I, saiu vencedor desse conflito. 

Então, meus alunos? O que é czar? Czar vem de César, ou Júlio César, o primeiro imperador da Roma antiga. O czar, que era a familia Romanov, cuja familia detinha o poder por mais de 300 anos tinha o poder absoluto. A Rússia na época tinha 22 milhões de quilômetros quadrados e sua economia ainda girava em torno da agricultura, enquanto outros países já estavam na segunda revolução Industrial. Portanto, havia muita pobreza nos campos, camponeses, e nas cidades, com os proletariados que trabalhavam nas fabricas. 

Dois fatos que tirou toda popularidade do Czar. O primeiro foi a guerra RUSSO JAPONESA em 1904. Quem era o Japão perto da Rússia? Uma formiga! Mas, ledo engano, os japoneses conseguiram vencer os russos em 1904, trazendo uma vergonha humilhante ao Czar. Um segundo fato, foi o DOMINGO SANGRENTO, em 1905, em que população esfomeada foi ao Palácio do Nicolau pedindo melhores condições de vida. E o que aconteceu? Houve um massacre, onde mais de 1000 pessoas foram mortas pelos guardas imperiais.  

Aliás, na Rússia a igreja predominante é a IGREJA ORTODOXA. Alguém já ouviu falar? Então, em 1054, houve uma briga entre a igreja católica da Rússia e o Papa. Porque os russos não queriam se submeter à autoridade do Papa em Roma. E, também discordavam da questão da veneração de imagens de santos; não acreditam no purgatória; a salvação é pela fé e não pelas obras e aceita o casamento dos padres.  Então, por causa de suas diferenças, houve o famoso cisma, até o dia de hoje.  

E, para agravar, o inicio da primeira guerra mundial. Em que Nicolau quis proteger os sérvios e arrumou briga com os alemães e o império austro-húngaro. O exercito russo era despreparado, sem armamento adequado, os soldados nem tinham uniformes. E, cada dia que se passava, mais russos morriam.  


Nesse tempo surge um partido politico chamado POSDR, PARTIDO OPERARIO SOCIAL DEMOCRATICO RUSSO. Dentro do partido havia facções, a primeira é menchevique, que significa minoria. 

Esse partido defendia idéias liberais, queriam uma mudança na sociedade lenta, uma visão capitalista. A segunda facção era bolchevique, que significa maioria. Queriam uma sociedade socialista e queriam uma mudança radical na sociedade. Seu representante máximo era Vladimin Lenin. Além de Lenin, temos Trostki e Josef Stalin. 




LIDERES BOLCHEVIQUES



Em 08 de março de 1917, as mulheres russas de Petrogrado, convertidas em chefes de família durante a primeira guerra, saíram as ruas, cansadas da escassez de alimentos e dos preços altos dos alimentos. No dia seguinte, eram 200 mil pessoas. Apesar da violenta repressão policial do período, os soldados não reagiram; ao contrário eles se uniram as mulheres. Aqui o Czar perde o poder.

Após a abdicação do czar, forma-se um Governo Provisório, sob a chefia de Kerensky, que se veria envolvido em disputas entre liberais e socialistas.

Sofrendo pressões dos sovietes, o governo concedeu anistia aos prisioneiros e exilados políticos. De volta à Rússia, os bolcheviques, liderados por Lenin e Trotsky, organizaram um congresso onde defendiam lemas como: “Paz, terra e pão” e “Todo o poder aos sovietes”.

No dia 7 de novembro (25 de outubro no calendário gregoriano), operários e camponeses, sob a liderança de Lenin, tomaram o poder. Os bolcheviques distribuíram as terras entre os camponeses e estatizaram os bancos, as estradas de ferro e as indústrias, que passaram para o controle dos operários.


QUESTÕES
1) QUEM ERA O CZAR?
2) O QUE FOI O DOMINGO SANGRENTO?
3) O QUE É A IGREJA ORTODOXA?
4) QUAL A DIFERENÇA ENTRE MENCHEVIQUES E BOLCHEVIQUES?
5) QUAL A DIFERENÇA ENTRE CAPITALISMO E COMUNISMO?


quinta-feira, 9 de setembro de 2021

7 armas da Primeira Guerra Mundial


1)     Lança chamas

Desenvolvido em 1901 pelo alemão Richard Fiedler, o moderno lança-chamas teria sido agregado às forças germânicas em 1911. Franceses e ingleses também utilizaram os seus modelos, mas com elevada ressalva devido às dificuldades do emprego e a extrema vulnerabilidade do seu portador. O mais notório no emprego dessa arma era o devastador efeito psicológico causado. O desespero e o grito dos soldados ardendo em chamas juntamente com o forte cheiro de carne humana sendo consumida representava uma brutal e traumática imagem da guerra moderna, o que por vezes causou grande repulsa a essa arma.

2)     Metralhadoras

Embora a sua concepção tivesse ocorrido algumas décadas antes pelo norte-americano Isaac Newton Lewis, somente por ocasião da Primeira Guerra Mundial as metralhadoras foram largamente utilizadas e aperfeiçoadas devido a sua impressionante quantidade de disparos por minuto. No início eram pesadíssimas e somente o exército alemão estava completamente integrado com a nova arma. Porém, logo a ceifadora de vidas em rajadas se alastraria aos demais exércitos por ocasião de modelos mais leves e compactos.

3)     Gases venenosos

Em 22 de abril de 1915, durante a Segunda Batalha de Ypres, os alemães lançaram um grande ataque de gás de cloro sobre trincheiras ocupadas por britânicos, franceses e argelinos. Em apenas 10 minutos, 5 mil soldados estavam mortos e milhares feridos.O poder destrutivo da arma química rapidamente seduziu os demais exércitos que passaram a utilizar o gás de cloro e outros elementos, sobressaindo-se o famoso assassino químico da Primeira Guerra, o gás mostarda.

Quando os soldados viram aquele vapor tóxico vindo na direção deles, envolvendo tudo, adentrando por todo os lados, provocando-lhes uma violenta náusea, foi um salve-se quem puder. Era o sopro do dragão. O pânico fez com que eles, deixando as armas e as mochilas, corressem como loucos para as linhas da retaguarda em busca da salvação. Tiveram que improvisar algumas máscaras na hora, mas sem grandes resultados.

Nas trincheiras e nos campos, jogados ao léu, encolhidos, espumando, ficaram os que não conseguiram escapar. Psicologicamente foi um sucesso. O inimigo desertara em massa. A notícia logo se espalhou de boca em boca pelos corredores das trincheiras e dos valos onde milhares de homens se encontravam - um diabo em forma de nuvem fétida estava solto pelos campos de batalha

4)     Encouraçado

Os encouraçados surgiram na Inglaterra em 1906 com o lançamento ao mar do poderoso HMS Dreadnought, um imenso navio de guerra com mais de 18 mil toneladas, padronizado com dez canhões de 12 polegadas e motores a gás. Os encouraçados eram navios extremamente resistentes e poderosos contra qualquer outro tipo de embarcação e defesas costeiras. Os encouraçados se tornariam tão poderosos que eram facilmente capazes de ostentar alguns dos maiores canhões da história.

5)   Tanques de guerra

Criado pelos britânicos com a promessa de quebrar o impasse da guerra de trincheiras, os tanques de guerra surgiram em 1916 com o Mark I. Blindados, tracionados por lagartas e muito bem armados, mostravam-se uma promissora arma de guerra. Contudo, ainda eram engenhos confusos e demandavam de paciência de seus tripulantes. 


6)     Aviões

Os aviões sem dúvida representaram a maior inovação armamentista da Primeira Guerra Mundial, visto que, embora recentemente inventados, já se projetavam sobre a guerra. Logo a aviação militar ganharia seus ases, sobretudo o Ás dos Ases, o alemão Manfred Von Richthofen (O Barão Vermelho). Inicialmente restritos a funções de reconhecimento, logo passaram a desempenhar funções de escolta e bombardeio. No fim da guerra surgiria o conceito de bombardeio estratégico, onde o foco é a destruição do parque industrial inimigo para sua limitação de guerrear ou mesmo colapso dos meios de produção.  


O céu está prestes a se tornar um novo campo de batalha, tão importante quanto a terra e o mar. Para conquistar o ar será necessário privar o inimigo de todos os possíveis meios de voo, atingindo a partir do ar as suas bases operacionais e os seus centros produtivos. Nós devemos nos acostumar com essa ideia e estar preparados.

 

Submarinos

Chamados por vezes de lobos do mar, os submarinos foram destacadamente utilizados pela Alemanha que visava arruinar a poderosa marinha de superfície britânica para tomar o controle dos mares. Diversos tipos de submarinos foram criados ao longo da Primeira Guerra Mundial, destacando-se as funções de caças (ataque), transportes, patrulhas e o lançamento das terríveis minas marítimas.


 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

 INDEPENDENCIA DO BRASIL 

OLÁ, MEUS ALUNOS, ESPERO QUE TUDO ESTEJA BEM COM VOCES. HOJE VAMOS FALAR SOBRE A INDEPENDENCIA DO BRASIL. ANTES, QUERO LHES APRESENTAR OS PERSONAGENS DA FAMILIA REAL QUE CHEGOU POR AQUI EM 1808.

                                                    RAINHA MARIA I


ELA FICOU VIUVA E TORNOU-SE RAINHA DE PORTUGAL. FOI ELA QUE MANDOU  ENFORCAR TIRADENTES E DEPOIS PICAR EM PEDAÇOS; TAMBÉM FOI ELA QUE MANDOU ENFORCAR OS ALFAIATES E OS SOLDADOS DA INCONFIDENCIA BAIANA. POSSIVELMENTE TEVE UMA DEPRESSÃO PROFUNDA E FICOU INAPTA PARA REINAR. SEU FILHO, DOM JOÃO VI, REINOU EM SEU LUGAR. MORREU EM 1808, EM TERRA BRASILEIRA.


AQUI, ESTÁ DOM JOÃO VI E SUA ESPOSA CARLOTA JOAQUINA. VIVIAM UM CASAMENTO DIFICIL, ALIÁS, ELA TENTOU TOMAR O LUGAR DELE, MAS NÃO CONSEGUIU, ERA UM CASAMENTO DE FACHADA, DORMIA EM CASAS SEPARADAS. CHEGARAM NO BRASIL EM 1808 E RETORNARAM À PORTUGAL EM 1821. DEIXOU EM SEU LUGAR DOM PEDRO I, COMO PRINCIPE REGENTE.

DOM PEDRO E LEOPOLDINA

ELE, DOM PEDRO, CHEGOU COM 9 ANOS DE IDADE NO BRASIL, ELA PRINCESA AUSTRÍCA, FILHA DO REI FRANSCISCO 1 DA AUSTRIA; PARENTE DE MARIA ANTONIETA, QUE FOI MORTA NA GUILHOTINA. NO COMEÇO DE 1822, CARTAS DE PORTUGAL EXIGIAM QUE ELE VOLTASSE À PORTUGAL E QUE O BRASIL FOSSE NOVAMENTE COLONIA DE PORTUGAL. MAS, EM 09 DE JANEIRO DE 1822, ELE RESOLVEU ATENDER OS ANSEIOS DOS BRASILEIROS E PERMANECEU, ESSE DIA FICOU CONHECIDO COMO O DIA DO FICO:"SE É PARA O BEM GERAL E FELICIDADE DA NAÇÃO, DIGA AO POVO QUE FICO". EM 07 DE SETEMBRO DE 1822, ÁS MARGENS DO RIO IPIRANGA, ELE PROCLAMOU A INDEPENDENCIA DO BRASIL. 

Perto das 16h30 de 7 de setembro de 1822, um rapaz de 23 anos alcançava o alto de uma colina ao lado do riacho Ipiranga, nos arredores da vila de São Paulo, seguido de alguns acompanhantes. Era o príncipe regente dom Pedro, montado numa mula, coberto de poeira e com as botas sujas de lama. A viagem fora mais uma vez interrompida pela diarréia incomoda que o perseguia desde a partida de Santos, antes do amanhecer. O soldado Francisco de Castro Canto e Melo, que vinha de São Paulo  com noticias dramáticas, alcançou a comitiva, prestes a retomar o curso. Antes que ele desse seu recado,  porém, chegaram a galope dois mensageiros  do Rio de Janeiro. Traziam cartas de José Bonifácio de Andrada e Silva, da princesa Leopoldina.

O sucessor do trono português não podia esperar novidade pior. Os deputados portugueses haviam cassado sua regência sobre o Brasil e anulava todas as suas decisões. Um membro da comitiva, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, relataria quatro anos depois o que viu naquela tarde: “Dom Pedro, tremendo de raiva, arrancou das minhas mãos os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e os deixou na relva. Caminhou alguns passos, silenciosamente. De repente, estancou já no meio da estrada, dizendo-me: as cortes me perseguem, chamam-me de rapazinho, de brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo de Portugal e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal”. Minutos depois, diante da guarda de honra que o esperava mais à frente, desembainhou a espada para determinar: “Será nossa divisa de ora em diante: Independência ou Morte!”.


Poucos meses depois, nas principais cidades do novo país, muitos homens começaram a mudar alguns de seus hábitos. O deputado baiano Cipriano Barata, por exemplo, passou a se vestir exclusivamente de algodão brasileiro e a usar chapéus feitos de palha de carnaúba – no que foi rapidamente imitado. Os nacionalistas mais empolgados penteavam o cabelo de forma a deixar uma risca definida no meio da cabeça. Era a chamada “estrada da liberdade”, uma forma de simbolizar os caminhos abertos pela independência.  Muitas famílias trocaram seus sobrenomes de batismo por expressões indígenas. Um ramo da família Galvão, de Pernambuco, passaria a se chamar Carapeba. O jornalista, advogado e político negro Francisco Gomes Brandão, um dos fundadores da Ordem dos Advogados do Brasil, adotou o nome de Francisco  Gê Acaiaba de Montezuma.

O cenário que Dom Pedro encontrou às vésperas do Grito de Ipiranga, escreve Laurentino Gomes em 1822, indicava que o país de 4,5 milhões de habitantes “tinha tudo para dar errado: de cada três brasileiros, dois eram escravos, negros libertos, mulatos, índios ou mestiços. Era uma população pobre e carente de tudo. O medo de uma rebelião escrava pairava como um pesadelo sobre a minoria branca. Os analfabetos somavam mais de 90% dos habitantes.

A adesão ao comando do Imperador, porém, não foi automática em todas as regiões. Rachas em algumas províncias somavam-se à luta com os portugueses. Somente Rio, São Paulo e Minas Gerais aceitaram de pronto as ordens de Dom Pedro. Esse processo foi lento sobretudo no Norte, no Nordeste e no sul. A guerra da Independência, iniciada em fevereiro de 1822, durou 21 meses e matou de  2 a 3 mil pessoas. Em 1825, o governo brasileiro seqüestrou os bens de portugueses que ainda contestavam a independência no Rio, na Bahia, em Pernambuco e no Grão-Pará. E os intimidou a deixar o país.