As grandes navegações
No final da idade média, surgem as especiarias que vem das
Indias, ou seja, pimenta, o gengibre, a canela, o cravo, a noz-moscada, o
açafrão e as ervas aromáticas, todos queriam para temperar, aromatizar,
conservar e colorir alimentos. Mas, naada dava para passar pelo Mar
mediterrâneo por causa dos árabes, os mulçumanos. Logo, teriam que achar um
outro caminho para chegar até as Indias.
Algo interessante que nas grandes navegações é que precisava
ter conhecimento Naútico. Nesse tempo usava o astrolábio, bussola, mapas,
quadrante e a caravela. Afinal de
contas, estavam navegando em mar aberto, pouco se sabia sobre o Oceano
Atlântico.
Havia um monte de mitologias, por exemplo, digamos. Por exemplo falavam que navegando pelo mar aberto podia chegar no fim do mundo, cair num grande abismo que iria engolir o navio. Também monstros marinhos, imensos, com sete cabeças, horríveis. Mas na travessia do Oceano muitos marinheiros perderam suas vidas.
Mas, apesar do medo, os portugueses foram descendo mais até
chegar no Cabo do Bojador, em 1434.
O poeta português Fernando Pessoa descreveu essas perdas em
seu poema: “Oh mar salgado”
“Ó mar
salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a
pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu”.

